04
Fev
08

Carnaval?

Segunda feira de carnaval e onde diabos está o espírito “carnavalesco”?

Deve ter ido embora junto com o espírito de Natal e com o espírito de  todas as outras comemorações.

Não sei se é a idade ou o que, mas mais e mais as datas comemorativas não tem passado de dias marcados em vermelho no calendário.

Lembro dos carnavais de outrora. Na infância sempre esperando pela matine de carnaval nos clubes, onde eu invariavelmente era uma índia ou uma cigana.

E como me divertia. Nem que fosse com a inocente brincadeira de juntar o máximo de confetes e  serpentina no chão.

Depois vieram os carnavais de rua, quando eu já era quase uma mocinha, ainda seguindo com a indumentária de cigana que por vezes mais parecia uma mulher pirata.

Mas o mais divertido nessa época já nem era o meu carnaval. E sim o carnaval dos meus vizinhos.

Mamãe os maquiava como damas. E que vaidosas eles eram, não queriam aquela maquiagem escrachada. Queriam ficar bonitas, meninas da noite.

Eu achava aquilo divino. Meus vizinhos adolescentes bonitinhos se transformando em putas ditosas com vestidos roubados das mães. Incrível como meus olhinhos brilhavam ao ver o vizinho loiro e cabeludo num pequeno vestido vermelho…

Bons tempos esses. Até que os carnavais de rua se acabaram por aqui, uma das minhas primeiras tristezas carnavalescas.

Já não tinha mais onde pular, não tinha mais meus vizinhos vestidos de mulher, contudo ainda haviam as transmissões pela TV.

Não que fosse fã de samba, mas sempre achei os desfiles das escolas magnífico.  Varava a noite assistindo, torcendo. E essa emoção só se acabava na quarta feira de cinzas, quando eu ficava na frente da TV com o coração na mão, esperando ansiosamente por cada nota.

Sempre queria que a Mangueira ou a Beija-Flor ganhassem. Eram (são?) as escolas do meu coração. Embora, sensibilizada por um enredo, sempre tivesse uma terceira ou quarta favoritas.

O que não podia, de jeito algum, era a Imperatriz Leopoldinense ganhar. E ela sempre ganhava, para minha tristeza.

Não gostava dessa escola. Achava pomposa demais, técnica demais, sem emoção demais. Nutria uma grande aversão por ela. Sempre assistindo aos seus desfiles com olhos agourentos, torcendo para que um carro enguiçasse, algo queimasse… enfim, para que tudo desse errado. Coisa de mal torcedor.

Então isso também foi passando. De desfiles inteiros, passei a ver só os compactos. Na quarta feira de cinzas ligava a TV apenas no final das apurações.

E agora? Só vi o desfile da Porto da Pedra por saber que conhecidos meus estariam em um dos carros. Não faço idéia dos temas dos Samba Enredo das outras escolas.

O carnaval de rua voltou, mas todos estão velhos demais para isso. Meus vizinhos adolescentes hoje são homens casados, alguns já com filhos. Sérios demais para uma meia fina e um pouco de batom.

Queria ir ao Pop Gay, um espetaculo divertido e curioso, onde elegem uma rainha que pode ser tanto uma Drag quanto uma travesti.  Entretanto, não tenho companhia para ir.

Meu namorado até ofereceu-se para me acompanhar. Só que carnaval não é algo para brincar assim, de dois. Ao menos que a brincadeira seja outra…

Queria reunir os amigos, me perder na folia. Mesmo que não estando no espírito.

Fica apenas um desejo fraco de alguém que se sente gripada e doente, que vê suas férias mais uma vez chegando ao fim, e que vê a cada dia o mundo se tornando um lugar sem cor. Acho que começo a enxergar preto e branco, já que até o carnaval perdeu suas cores para mim.

02
Jan
08

De volta a blogsfera

A primeira coisa que me veio a mente quando decidir voltar a blogsfera foi: “Sobre o que escrever?”.

 
Não queria esse blog para ser um diário ou um muro de lamentações. Afinal, tenho outros espaços para fazer ambas as coisas.

 

Muito antigamente, na minha época blogueira, eu usava o blog para falar de diversos assuntos do meu interesse. Além de, claro, ser minha comunicação a distância com muitas pessoas.

 

Agora, quase cinco anos depois, não preciso mais de um blog para me comunicar a distância com conhecidos. Então o que sobra são os temas diversos.

 

Pensando como designer, a idéia de fazer um blog temático me parecia boa. Escrever sobre um determinado assunto visando um público alvo de leitores.

 

Contudo, meus interesses são tantos e vão para tantos campos diferentes, que seria um tanto castrador (uí) me limitar apenas a uma gama de temas.

 

Enfim, esse post é apenas para dizer que aqui falarei um pouco sobre tudo. Cada post abordando um ladinho diferente dessa Anne que vos fala.

 

A Anne designer, a Anne metida a escritora, a Anne pseudo ilustradora, a Anne fã de moda, a Anne cosplayer, a Anne nerd, a Anne que gosta de música, a Anne que curte fofocas e celebridades, a Anne que gosta de coisa de mulherzinha… enfim!

 

Espero com isso atrair públicos diferentes, conhecer pessoas novas e entreter meus amigos.

 

(aguardando por inspiração para começar a fazer posts descentes)

02
Jan
08

Todo Vilão é um Limão

Ano novo, blog novo!

A decisão de voltar a ter um blog, com formato de blog mesmo, me acompanhou pelos últimos dias do ano. Então tomei a decisão de começa-lo tão logo 2008 chegasse.

Para meus textos mais pessoais (desabafos inclusos) possuo um Live Journal. Para textos curtos e cotidianos tenho o fotolog. Então qual a necessidade de voltar a ter um blog?

Creio que a necessidade veio por conta do meu grande vicio por blogs. Adoro ler blogs (dos mais variados), mas acabo nunca comentando neles.

Tendo novamente um blog, espero deixar minha opinião e recadinhos nos blogs que leio, além de escrever meus pequenos textos e colaborar com algo para a blogsfera.

Desejem-me sorte e boas vindas.

Longa vida ao blog e feliz 2008!




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